A FORMIGA
Em um dia lindo pequena formiga,
Em suave cantiga seguia compenetrada,
Um pouco fatigada.
Parei. Observei.
Pesado é o seu
fardo!
Mas ela o carrega
não se entrega!
Aproxima-se uma
amiga,
Dá-lhe a mão.
Camarada formiga!
Prosseguem então o
fardo dividido
Torna-se leve.
Passou a ser
divertido
Levar o fardo branco
como neve!
Mas ela. Oh,
ingrata!
Pressente que a
olho. Estaca.
Recua. Ataca!...
Ela que sempre
incansável, responsável,
Prosseguia em seus
afazeres,
Esquece os prazeres
de uma nova amizade.
Com hostilidade,
desdém, o seu ferrão afiado
Deixa meu pé
magoado!
Eu. Que a admirava!
Que apreciava sua
destreza,
Presteza,
providência, inteligência,
Responsabilidade!
Queria sua amizade!
Com seu ferrão, sua
inaptidão,
Enfraquece minha
admiração.
Fere meu coração.
Destroça minha
afeição!
Léo Lima
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