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terça-feira, 6 de outubro de 2026

SONHAR

Sonhar às vezes faz bem
Para a dor que encerra o peito.
Paro. Sonho. Me deleito.
Me sinto feliz também.
Sonhar que este meu alguém
Embora meio sem jeito
Fazendo aquele trejeito
Diz que a mim ama também.
Isto é bom, e bom demais!
Minha dor aqui se encerra
Também os meus tristes ais.
É como acabar a guerra!
Não quero voltar jamais
A acordar na fria terra.

Léo Lima


sábado, 19 de setembro de 2026

O GRÃO DE AREIA

 

               O Grão de Areia

Vagueando sozinha por tortas linhas o coração angustiado,
E tudo desencontrado.
Com grande espanto percebi que fascinado
Um Grão de Areia me falava. - Por que seu olhar vagueia?
Atônita gaguejava: - Vo-você fa-fala? Riu muito faceiro. - Claro!
Olhei melhor meu parceiro pequenino, raro! - Diga-me então,
Qual o segredo para tanta satisfação?
Falou-me feliz da vida! - Oh! Cara amiga!
Eu me deleito com tudo: Se o sol esquenta, mudo,
Sei que logo vem a sombra camarada, amiga daquela árvore,
Que não me assombra, que nunca castiga!
Se açoita vento forte, percebo que a sorte
Chegou, e que novos horizontes conhecerei.
Além dos montes viverei! Se vem a chuva refrescante
Sinto-me anelante, pois nova vida posso dar! Sim.
A pequena semente de mim se sustenta e isso deixa-me contente!
Quando a noite chega escura, calma dorme a Natureza,
Tudo em mim procura aproximar-se do Criador.
Pois tenho certeza que sozinho,
O Grande Arquiteto, que com extremo amor
Deu-me por teto o céu estrelado,
Meu mundo encantado me ouve, e eu O ouço!
Você acha isso pouco, para a minha felicidade?
- Oh, não! Eu é que estava equivocada! Com você percebi
Que o muito que sofri não era castigo! É que não compreendia que em tudo há alegria! Que por tudo devo agradecer!
Até mesmo por você, especialmente, por eu viver!
Léo Lima 💖

domingo, 30 de agosto de 2026

MINHA MISSIVA

Desculpa minha Poesia! Há quase dois dias não te dou uma palavra através da pena. Mas, o meu coração hoje lavra sem emitir um fonema. Ontem, cantei nossa Pátria! Também, chorei numa canção! Agora, sob novas expectativas, escrevo-te esta missiva! Dá-me forte emoção a forma de escrevê-la, pois sei, não irás lê-la. É uma forma de desafogo. Da Pátria hoje o fogo ardente reluz em grande facho de luz! Entre nuvens a fumaça dilui-se em caracóis, subindo aos céus se enlaça como buscando outros sóis! Contemplei, taciturna pensei: Ela queima pela noite, manhã e tarde. Constantemente arde como meu triste coração que em açoite busca a amplidão... Rebuscando no infinito o eco do meu brado, meu grito! Esta chama que não apaga esta lavareda acesa, este calor que consome, opressa, só busco um nome: Poesia! Alvorecia em alegria! Ao meio-dia o sol ardia! Entardecia o sol morria! Anoitecia e eu não te via! Perdão novamente querida Poesia. É que impertinente esta nostalgia provoca agonia retarda a alegria que só com tua magia me acometia! Não quero enfadar-te mais com meus agravos, meus ais. Digo somente que te amo cada dia mais e mais! 💞

                                                                                                                                           Léo Lima


quarta-feira, 26 de agosto de 2026

DO DIVINAL AMOR

Quando o olhar descortina a criação divina e o sentimento desper­ta na alma a necessidade de enaltecer esta criação, o coração sen­te que Deus diz: 'Amo Você!'

         E como o orvalho da manhã sensibiliza e dá vida ao lírio do cam­po, o sublime amor de Deus inspira a alma do poeta que se desfaz em gotículas, deslizando através da pena, o que transborda do ser. Assim, ante a aquiescência divina, ele pode expandir o que lhe vai à alma.

        Deus é amor. Deste divinal amor busco extrair uma partícula de suave pureza, de harmoniosa sublimidade e ofertar a você Poesia!

         Você, que despertou em meu ser uma sensibilidade maior pelo belo.

         Você que, pude sentir, é sensível como a mais terna flor.

         Você que me fez chorar.

         Você que, sem de nada saber, inspirou-me.

        Como o moribundo ao exalar o seu último suspiro, deixa escapar o que lhe resta de poesia, em suave murmúrio expiro com gratidão profunda, o que existe de Amor neste coração anelante, desejoso de expor o que sente e que está reprimido, e, é para Você. Que É Poesia! 💝

Léo Lima


domingo, 23 de agosto de 2026

NÃO PERMITAS!

Não Permitas que tua vida
Viva só e repartida.
Que tua chegada ou a partida
Façam destroços! E em pedaços
Ela se murche desfalecida!
Não mais permitas que o descaso
Que brandamente bate ao acaso
Fazendo uso em todo caso,
E te enriquece mesmo com atraso
Trazendo mágoas por teu marasmo!
Não! Não permitas que quando a rosa
Aquela flor tão preciosa
Ao ver de perto meiga, formosa.
Tu passes somente...
E seu perfume... nem mais o sente.
Sobes ao cume buscando outro rumo!
E daquela flor, só restou o nada
Que comparado à vida é o tudo desejado!
Não te permitas que bruscamente
Sem que te lembres do mal somente
Veja forçado, aço forjado fazendo a vida ser ultrajada
Mostrando apenas as destoadas
Canções sem coro, desafinadas...
Não te permitas passar somente,
Como se passa só por acaso,
No faz de conta que já não sentes
As maravilhas de ser contente!
Não te permitas que só os males
Sejam razão para passares
Todos os dias sem alegria,
Todas as horas em nostalgia,
Toda uma vida só, arredia...
Não! Não te permitas que a dor,
Seja prenúncio de muito amor,
Ele é forte, mas o dissabor,
Vem por acaso rente com a morte.
Ela dói muito, muito mais forte
Que do amor qualquer brusco corte!
Se por acaso, o acaso te visitar
Falando da vida e sua alegria
Corras depressa! Te contagia!
Não permitas que a felicidade passe
Sem a sentires, sem que te abrace.
Ela é muito mais que disfarce.
Ela é a brisa que te refaz,
É um nada que satisfaz!
Oh! Não permitas que ela Passe!!!
Não te permitas passar a Vida,
           Passar apenas sem ter vivido!...
Léo Lima

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

VOCÊ É POESIA!

 

Você é poesia.

É alegria.

É doce canto.

É todo encanto!

O seu coração em ritimação suave como as aves,

Em voo sereno, simples, ameno,

Diz-me que o amor é um dulçor...

Que ele existe, até insiste em mostrar-me

Que amor, vai encontrar-me...

Já me encontrou! Deslumbrou

Habitou este coração que é seu então.

Olhar penetrante feito gigante

Domina o pouco de menina

Que me resta...

Agora me presto

A conviver com a poesia que é você!

Do seu ser irradia

A magia da nostalgia.

Sua voz diz tudo

Que mudo, me iludo

Que a ouço agora...

O eco perdura, demora...

Dizendo pouco, às vezes rouco...

Da poesia sussurrando...

Neste instante

Ecoa em meu ser marcante.

Ela diz muito mais que você.

Meus ais amenizam,

Amortizam ao revivê-la.

Quisera sempre tê-la.

Você fala, todavia mais se cala!

Você é como doce ária!

Você é a minha Poesia!

                Léo Lima

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

A FORMIGA


A FORMIGA

Em um dia lindo pequena formiga, 

Em suave cantiga seguia compenetrada,

Um pouco fatigada. Parei. Observei.

Pesado é o seu fardo!

Mas ela o carrega não se entrega!

Aproxima-se uma amiga, dá-lhe a mão.

Camarada formiga!

Prosseguem então o fardo dividido

Torna-se leve. Passou a ser divertido

Levar o fardo branco como neve!

Mas ela. Oh, ingrata!

Pressente que a olho. 

Estaca. Recua.  Ataca!...

Ela que sempre incansável, responsável,

Prosseguia em seus afazeres,

Esquece os prazeres de uma nova amizade.

Com hostilidade, desdém, o seu ferrão afiado

Deixa meu pé magoado! 

Eu. Que a admirava!

Que apreciava sua destreza,

Presteza, providência, inteligência,

Responsabilidade! 

Queria sua amizade!

Com seu ferrão, sua inaptidão, 

Enfraquece minha admiração.

Fere meu coração. 

Destroça minha afeição!💔

Léo Lima


Repensando

 Estou iniciando um novo blog em que pretendo refletir junto a você. É meu desejo que possamos vivenciar novas coisas.  Sejam bem vindos!                                                                                                                                                        Léo Lima 

SONHAR

Sonhar às vezes faz bem Para a dor que encerra o peito. Paro. Sonho. Me deleito. Me sinto feliz também. Sonhar que este meu alguém E...