Desculpa minha Poesia! Há quase dois dias não te
dou uma palavra através da pena. Mas, o meu coração hoje lavra sem emitir um
fonema. Ontem, cantei nossa Pátria! Também, chorei numa canção! Agora, sob novas
expectativas, escrevo-te esta missiva! Dá-me forte emoção a forma de
escrevê-la, pois sei, não irás lê-la. É uma forma de desafogo. Da Pátria hoje
o fogo ardente reluz em grande facho de luz! Entre nuvens a fumaça dilui-se em
caracóis, subindo aos céus se enlaça como buscando outros sóis! Contemplei,
taciturna pensei: Ela queima pela noite, manhã e tarde. Constantemente arde como
meu triste coração que em açoite busca a amplidão... Rebuscando no infinito o
eco do meu brado, meu grito! Esta chama que não apaga esta lavareda acesa, este
calor que consome, opressa, só busco um nome: Poesia! Alvorecia em alegria! Ao meio-dia
o sol ardia! Entardecia o sol morria! Anoitecia e eu não te via! Perdão
novamente querida Poesia. É que impertinente esta nostalgia provoca agonia retarda
a alegria que só com tua magia me acometia! Não quero enfadar-te mais com meus
agravos, meus ais. Digo somente que te amo cada dia mais e mais! 💞
Léo Lima